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TRANSTORNOS ALIMENTARES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

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As ocorrências de transtornos alimentares em crianças não são incomuns. Nem sempre é fácil e natural comer, principalmente na infância, e o fato algumas vezes pode estar relacionado a algum transtorno alimentar. Os transtornos alimentares são definidos como dificuldades em comer determinados grupos de alimentos, texturas, sólidos ou líquidos, caracterizando-se na recusa para sugar o peito ou mamadeira, dificuldade para colocar na boca, aversão a pedaços, náuseas exacerbadas ou até vômitos.

Os transtornos se iniciam antes dos seis anos e se caracteriza pelo fato de a criança não conseguir se alimentar normalmente. O assunto, filhos e comida, é sempre motivo de todo tipo de suposições, preconceitos e, às vezes, discussões acaloradas. Mas, o que é normal e o que pode indicar um problema ou até mesmo um comportamento alimentar desordenado? Ressaltamos que o profissional para melhor diagnosticar tais comportamentos, é um Psicólogo, enquanto a dieta indicada para cada caso deve ter a orientação de um Nutricionista.

COMPORTAMENTO ALIMENTAR NORMAL E PERTURBADO:

Os Pediatras afirmam que o comportamento alimentar perturbado e os distúrbios do apetite são relativamente comuns em crianças pequenas. Cerca de 30% das crianças de 4 anos apresentam comportamento alimentar incoerente e exigente. Essas anormalidades também podem ser encontradas na idade pré-escolar e entre os alunos iniciantes. Os sintomas manifestam-se na recusa em comer, na recusa ou preferência de certos alimentos, na demora em se alimentar e, muitas vezes, também na insistência numa consistência alimentar muito específica como, por exemplo, aceitar apenas alimentos líquidos.

A linha tênue entre o comportamento alimentar normal e perturbado é delicada. É fato que a personalidade da criança também desempenha um papel importante, pois o comportamento alimentar perturbado e os transtornos alimentares estão frequentemente combinados com outros transtornos mentais, como depressão, ansiedade e transtornos obsessivo-compulsivos, bem como transtornos de personalidade.

TRANSTORNOS ALIMENTARES MAIS COMUNS:

SÍNDROME DE PICA (PICANISMO):

Conhecida também como alotriofagia, é uma doença rara nos seres humanos. Essa patologia se caracteriza no apetite por coisas ou substâncias não alimentares (solo/terra, moedas, carvão, giz, tecido, etc.). No entanto, para que tais hábitos sejam considerados pica, é necessário que persistam pelo menos um mês, em um período da vida que não possa ser considerado normal, dentro do quadro de desenvolvimento humano.

A alotriofagia possui subdivisões para cada tipo de material consumido pelo indivíduo, as condições mais conhecidas são:

  • Acufagia: consumo de objetos pontiagudos;
  • Amilofagia: consumo excessivo de amido;
  • Coprofagia: consumo de fezes;
  • Emetofagia: consumo de vômito;
  • Geofagia: comer terra;
  • Hematofagia: consumo de sangue;
  • Hialofagia: roer vidro;
  • Lithofagia: comer pedras;
  • Trichofagia: comer cabelo;
  • Urofagia: ingerir urina;
  • Xilofagia: comer madeira.

O TRANSTORNO DE INGESTÃO ALIMENTAR ESQUIVA / RESTRITIVA:

Este transtorno é um distúrbio alimentar que pode incluir falta de interesse pelos alimentos ou aversão sensorial a certos alimentos. Ou seja: uma criança pode ter aversão a engolir ou à textura de certos alimentos. Como também pode temer dores de estômago ou vômitos, se caso tenha ficado doente por causa de um determinado alimento. Essas aversões e restrições podem levar à perda de peso e deficiência nutricional. Esse é um transtorno alimentar mais comum em crianças pequenas.

MERICISMO OU RUMINAÇÃO:

Observado durante o primeiro ano de vida, o mericismo, também designado por perturbação de ruminação, consiste na mastigação repetida de alimentos que são regurgitados. Ou seja, a mesma porção de alimento que é levada a boca é mastigada e cuspida, por algumas vezes até que o alimento seja engolido. O transtorno é caracterizado se a ação persiste por mais de um mês. No processo, não há esforço, dor, queimação, azia ou refluxo. Ele acontece em função de uma contração involuntária dos músculos do abdômen. O alimento volta à boca de forma pouco digerida, no entanto, sem o gosto ácido característico do vômito. Essa rotina de regurgitações pode acontecer após cada refeição, mais ou menos uma hora após ela ter sido feita.

ANOREXIA:

Assim como no adulto, as crianças com anorexia pensam que estão acima do peso quando na realidade estão muito abaixo do peso para as outras pessoas. A percepção corporal é distorcida, as medidas da largura corporal, preferencialmente no estômago e nas coxas, são superestimadas. Falta fome e sensação de saciedade. Os pensamentos giram apenas em torno de comida, peso e corpo. Uma tendência para o retraimento social e perda de interesses são também características. A anorexia pode causar danos significativos à saúde física e ao crescimento, por isso é importante procurar tratamento o mais rápido possível para uma criança. Pode afetar meninas e meninos.

COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA:

Na compulsão o indivíduo come até se sentir incomodado, extremamente cheio. O resultado é o sentimento de culpa, a depressão. Esse transtorno está associado à obesidade e males como diabetes. É mais comum em adultos, mas pode surgir na adolescência.

VÍCIO DE COMER:

As características são sobrepeso ou constante alteração de peso, ânsias e compulsão alimentar, associadas à perda de controle na alimentação. Em contraste com o vício de comer e vomitar descrito na bulimia, o vício de comer não há contra-regulação. Os possíveis danos físicos e psicológicos consequentes variam de problemas cardiovasculares, estresse no esqueleto, danos ao fígado, diabetes, passando por retraimento social, depressão e autodesvalorização.

  • OBESIDADE – Pediatras e Nutricionistas alertam que atualmente as crianças estão ficando acima do peso cada vez mais jovem. Uma educação deficiente e conquistas tecnológicas impedem o impulso da criança de se mover. A mudança no comportamento de lazer de nossos filhos, que começou com a televisão e foi intensificada pela Internet, promoveu ainda mais o sedentarismo. Aqueles que passam seu tempo livre, principalmente em frente à tela, solitários e cada vez mais ansiosos por doces. Esse círculo vicioso tem como resultado a obesidade e com ela o diabetes e muitos outros problemas de saúde.

BULIMIA:

Bulimia é uma doença mental que é um transtorno alimentar. As pessoas afetadas apresentam desejos recorrentes de alimentos, nos quais comem de forma descontrolada. Após essa “compulsão alimentar”, eles têm muito medo de ganhar peso. Como resultado, eles vomitam, tomam laxantes ou se exercitam excessivamente. A bulimia muitas vezes não é perceptível aos que cercam ao doente, o que faz aumentar os riscos de graves danos físicos. Neste caso, a Psicoterapia é o alicerce mais importante para voltar a um comportamento alimentar saudável.

Alguns transtornos alimentares são comportamentais. Os pais de crianças pequenas costumam ter medo de que seu filho seja um comedor exigente, não esteja comendo o suficiente ou comendo demais. Além disso, existem pais que devem pensar em dietas balanceadas, avaliar a recusa por alguns alimentos, ou com o comportamento de seu filho na mesa (alimentando secretamente um animal de estimação, jogando ou deixando cair comida intencionalmente). É certo que a maioria dos transtornos alimentares não duram o suficiente para impedir o crescimento e o desenvolvimento de uma criança, mas podem acarretar, em relevantes comprometimentos.

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